PLACENTA E COVID-19

Os estudos entorno do coronavírus são constantes e semanalmente temos novidades, porém a grande maioria ainda é inconclusivo e levantam muito mais questionamentos do que trazem respostas. Entretanto, é muito positivo saber que estes questionamentos estão sendo olhados e estudados com toda atenção que merece.

No campo da placentofagia, no que diz respeito à estudos temos um espaço ainda mais vazio e inconclusivo. Ser placenteira envolve estudo e pensamento crítico com responsabilidade em como cada etapa será realizada.

Fazendo um compilado das informações, temos os seguintes dados resumidos:

– Gestante que tiveram COVID-19 positivo em alguma fase da gestação apresentam também o vírus em amostras de placenta.

– Este mês (maio de 2020) foi publicado um estudo de caso que aponta para uma possível transmissão vertical (mãe-bebê ainda no útero), nesse estudo foram feitos testes na mãe, no bebê ao nascimento, na placenta e no líquido amniótico coletado antes do nascimento com a bolsa ainda integra, e todos os testes vieram positivo para covid-19 (Estudo: Transplacental transmission of SARS-CoV-2 infection – https://www.researchsquare.com/article/rs-28884/v1 ).

– Ainda em maio (2020), foi publicado um estudo com 16 placentas as quais mostraram alterações nas suas células podendo levar a uma diminuição da oxigenação materno-fetal. Não se sabe ainda sobre possíveis complicações, visto que os bebês nasceram saudáveis. (https://academic.oup.com/ajcp/advance-article/doi/10.1093/ajcp/aqaa089/5842018).

– Numa análise sobre a resistência do vírus no plasma submetido à tratamento térmico, sabemos que o COVID-19 quando exposto à uma temperatura de 60°C, após dez horas ele desidrata e morre (Estudo: Coronavirus Disease 2019: Coronaviruses and Blood Safety. link: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S0887796320300146). Assim como já é de conhecimento que superfícies limpas com álcool 70% também leva à eliminação do vírus.

Agora, como ficam as manipulações de placentas?

📌Recebimento da placenta sempre respeitando distância de 1m e tempo de contato reduzido ao máximo, embalagem onde a placenta está armazenada deve ser limpo externamente com álcool 70% e armazenado em freezer de uso exclusivo da placentaria até o momento da manipulação.

📌O uso de EPIs durante a realização dos medicinais SEMPRE foi uma recomendação que deve ser seguida com rigor.

📌Desinfecção dos materiais utilizados seguem as recomendações de biossegurança e higiene, seguindo os seguintes passos: 1º lavar com água e sabão neutro, 2º desinfetar com cloro, 2º secar e 3º desinfetar com álcool 70%.

📌Realizar esta limpeza também em toda a superfície de trabalho. Desidratação da placenta em uma temperatura de 70°C por 10h (utilizar desidratadora com controle de temperatura) – ESSE PARÂMETRO NÃO É NOVO, SEMPRE FOI UTILIZADO ESSE TRATAMENTO NA DESIDRATAÇÃO DAS PLACENTAS.

📌Todos os medicinais serão realizados a partir da placenta desidratada. Incluindo tintura, óleo e pomada. 

📌Não recomendamos o consumo da placenta in natura (via shake).

📌Não fazemos manipulação de placentas de mulheres que apresentaram sintomas de covid-19 ou foram testadas positivo durante a gestação..

📌Não fazemos manipulação de placentas de mulheres assintomáticas mas que tiveram contato com parceiros ou membros da família que moram na mesma casa com covid-19 positivo.

📌É aguardado um período de 15 dias após o parto para receber a placenta e iniciar a manipulação.

📌Não fazemos manipulação de placentas caso a mulher, parceiro ou bebê tenham apresentado sintomas de covid-19 até 15 dias após o parto.

📌As manipulações são feitas apenas para mulheres saudáveis durante toda a gestação, após triagem e análise do pré-natal (mediante formulário), com consentimento livre e informado sobre o tema, como exposto acima.

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